Dois preços diferentes podem corresponder a dois conjuntos de trabalhos diferentes. Antes de escolher pelo total, coloque as propostas lado a lado e confirme se estão a responder ao mesmo pedido.
1. Compare trabalhos, quantidades e exclusões
Procure a lista de trabalhos incluídos, as zonas abrangidas e as quantidades ou pressupostos usados. “Remodelação da cozinha” não esclarece, por si só, se inclui mobiliário, equipamentos, instalações, remoções e acabamentos.
Assinale os pontos que aparecem numa proposta e faltam noutra. Pergunte “Este trabalho está incluído?” em vez de assumir que está implícito.
2. Confirme materiais e preparação
Veja se os materiais estão identificados, se existe uma verba a definir ou se serão fornecidos por si. Compare também a preparação das superfícies, proteção do existente, transporte, remoção de resíduos e limpeza final.
Exemplo: duas propostas para substituir um pavimento podem diferir porque uma inclui remover o revestimento antigo e preparar a base, enquanto a outra pressupõe que a base já está pronta. O preço só se torna comparável depois de esclarecer essa diferença.
3. Esclareça decisões e alterações
Pergunte o que ainda precisa de visita, medição ou confirmação. Peça que fique explicado como são apresentados e aceites trabalhos adicionais e os seus efeitos no custo e no prazo.
Confirme quem compra os materiais, quando precisa de os escolher, os pagamentos previstos e as condições que podem afetar o início ou a sequência da obra. Compare os totais e o tratamento do IVA indicado em cada proposta.
4. Use uma pergunta simples para cada dúvida
Pode escrever: “Para conseguir comparar, pode confirmar se o valor inclui remoções, preparação, materiais e limpeza, e indicar o que está excluído?” Não precisa de dominar termos técnicos para pedir clareza.
O objetivo é perceber o que está a contratar. Um preço baixo, por si só, não prova falta de qualidade; um preço alto também não prova que esteja tudo incluído.
